segunda-feira, 27 de abril de 2009

NÃO OS LIVRAI DO MAL

Se a sensação de fazer um gol num Maracanã lotado for mesmo semelhante a de um orgasmo, um gol contra numa final de campeonato deve funcionar como aquela brochada na hora H. Um anti-herói o cara que joga contra o próprio patrimônio, eu diria. Mas há casos interessantes. Numa das edições do campeonato carioca de que não me recordo agora, o zagueiro Jorge Luís, que passou, salvo engano, pelos quatro clubes grandes do Rio, conseguiu agradar 100% do Maracanã. Era dia de Fla-Flu e o negão, que jogava pelo tricolor das laranjeiras, abriu o placar para o Flamengo numa cabeçada meio enviesada. Cinco minutos depois, fez as pazes com a torcida e empatou o jogo para o Fluminense. Zerou a falha e vida que segue.

Na história do clássico entre Flamengo e Botafogo, há gols contra que entraram para a história. Lembro de ter escutado pelo rádio uma, até então, vitória tranqüila do Mengão por 3 a 1. Chovia muito no Maraca naquela tarde de domingo. O Flamengo tinha Zico, mas também tinha o Gonçalves, que se tornou um bom zagueiro depois e fez muito mais sucesso jogando pelo Bota.

Pois bem. Deviam faltar uns 15 minutos para acabar a partida quando o distinto Gonçalves se viu pressionado pelo atacante alvinegro e tentou recuar para o Zé Carlos. Digo tentou porque a bola simplesmente encobriu o goleiro e foi morrer no fundo da rede. Empolgado pelo gol ‘‘achado’’, o Botafogo foi para frente e conseguiu, no finzinho, empatar a partida em 3 a 3. Dia desses, vendo uma dessas mesas-redondas na TV fechada, o Gonçalves comentou que, no vestiário, o Zico lhe deu uma bronca que funcionou como uma lição que carregaria para a vida inteira:

- Zagueiro nunca recua bola para o goleiro na direção do gol. Porque se o goleiro tiver uma parada cardíaca na hora a bola, pelo menos, sai em escanteio.

Sábias palavras do Galinho. Mas precisava ter dito só depois da merda feita? Bom, outra vida que segue. Até porque se os botafoguenses ainda lembram com carinho do gol contra do Gonçalves, rubro-negro nenhum no mundo esquece o passe magistral do Márcio Theodoro para o Romário na final da Taça Guanabara, em 1995. Tudo bem que o gol não foi contra, mas teve o mesmo efeito. O Mengo virou o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, levou o empate no segundo tempo e, aos 42 minutos do fim, a bola sobe demais na entrada da área, Márcio Theodoro tenta recuar de cabeça, mas o baixinho Romário chega na frente e fecha a conta em 3 a 2. O zagueirão acabou caindo nas graças da nação rubro-negra que, até hoje, se refere a ele como o nosso eterno Márcio Ti Adoro.

Pois bem. Todo esse preâmbulo aqui foi para lembrar do fenômeno dos gramados brasileiros da atualidade. E olha que não é do Ronaldo que eu estou falando. O nome do cara é Emerson, zagueiro do Botafogo, um predestinado a botar a bola para dentro, mas na rede errada. Não bastasse o gol contra feito na final da Taça Rio, depois do cruzamento do Juan, o sujeito me faz outro na primeira decisão do Estadual.

O engraçado é que, uma hora antes da partida, passei na casa do meu sogro, grande Botafoguense, que me deu o recado:

- Olha, hoje não vai ter a moleza do jogo passado, não. Aquele tal de Emerson não vai jogar!

Bom, como não tinha visto ainda as escalações, acreditei na palavra dele e fui para casa, até para que nada desse errado. Sentei no sofá devidamente municiado de um latão geladíssimo de Brahma Fresh e, de repente, me pinta os times na tela. De cara, o nome confirmado na zaga: Emerson. Lembrei na hora do que disse seo Naílson, mas fiquei na minha. Jogo vai, jogo vem, o Botafogo bem melhor e o Flamengo bem pior que o jogo passado, mas ainda assim equilibrado. Então, aos 39 minutos do segundo tempo, Willians ganha uma bola na raça do zagueiro, dá uma pancada para o meio da área e a bola caprichosamente encontra (quem?) o Emerson. Gol de empate, segundo gol contra do cara em duas partidas. Há quem diga que foi azar, outros vão dizer que foi sorte do Flamengo. Tem também a turma que vai insistir com aquela história de que existem coisas que só acontecem ao Botafogo. Eu, sinceramente, se fosse botafoguense, ficaria com o que meu sogro disse assim ouviu minha voz ao telefone, depois do jogo, num tom que em nada lembrava o cara espirituoso de antes da partida:

- ESSE CARA TEM QUE DESAPARCER DO BOTAFOGO!!!!!!!!

Que Deus e, principalmente, o Ney Franco não escutem essa prece.

Não os livrai do mal,

Amém.

sábado, 25 de abril de 2009

AS PERIPÉCIAS DE UMA JORNALISTA SINDICAL EM RIO DO FOGO

O Meio da Rua abre espaço, hoje, para um texto muito engraçado da minha sempre Ana Paula. Jornalista das boas, Ana foi sexta-feira cobrir um ato público pelo Sindsaúde na Câmara Municipal de Rio do Fogo, um município situado ali pelos lados do litoral norte potiguar. Observadora nata que é, viu os horrores da política do interior. O texto, por sinal, está no blog entreletrasecenas.blogspot.com que tem outras coisas muito bacanas sempre com a crítica afiada da Ana. Sem mais delongas, com vocês...

MINHAS PERIPÉCIAS EM RIO DO FOGO

Desde a última eleição municipal, em Natal, eu achei que já havia visto os maiores horrores da política. O vereador mais votado é um apresentador de televisão palhaço, que não se comove nem um pouco com a perda de milhares de vidas que ele noticia em seu programa dançando agarrado a uma garrafa de vinho. A bonitinha gostosa, que nos três primeiros meses do ano mal apareceu na Câmara porque, por certo, achou q o veraneio só terminava em março. Isso sem falar na reeleição de vários indiciados pela Operação Impacto, que provou a venda de votos na votação do Plano Diretor de Natal.

Pois bem, já deu pra perceber que parecia que já tinha visto todos os tipos de anomalia política. Mas aí, fui convidada pelo diretor Paulo Martins, do Sindsaúde a cobrir um ato público em Rio do Fogo onde, dizia ele, o prefeito havia demitido 135 servidores concursados do município e, colocou em seu lugar outros, sem concurso público, provavelmente, seus afilhados políticos.

Pois bem, devido à chuva e uma decisão judicial que chegou em cima da hora a manifestação foi desmarcada. Mas ficamos para acompanhar a sessão da Câmara onde seria dada a boa notícia aos servidores.

Os sustos começaram no início da sessão, ao entrar em um galpão, cheio de cadeiras brancas, daquelas de plástico que a gente senta nos bares, e o local de plenária dos vereadores repleta de carteiras, daquelas de colégio, onde os vereadores sentaram em forma de “U”. De certa forma, o susto passou depois da ponderação: realmente o dinheiro público é para ser investido na cidade, em melhorias para a população não em ostentação em Câmaras bonitas, mas....

A sessão foi aberta pelo presidente da casa. Aos poucos descobri que ele era filho do prefeito. Um cara bem apessoado. Diria até bonitão. Não mais que 25 anos. Moreno. Cavanhaque. Brinquinho na orelha. E que dava uma piscadinha para todas as meninas que entravam na Câmara.

O púlpito só foi usado pelo secretário parlamentar para a leitura da Ata da sessão e outros atrasos na leitura da decisão judicial. A Ata, por sinal, não foi aprovada. O engraçado é que o “líder da oposição” um homem com cara de cachaceiro e vermelho, que chega dava medo da pressão dele tá uns 30 X20, não aprovou porque votou contra um projeto aprovado na sessão anterior. Ou seja, ele queria votar de novo. Mas a Ata não é para registrar os acontecimentos da sessão? Enfim, ele convenceu outros três, aos quais ele chamou de “minha bancada” a votar contra. Inclusive uma mulher que havia acabado de chegar e após dar boa tarde a todos disse logo: sou contra.

As enrolações continuaram. Foi lido todo o regimento interno que seria modificado pela Comissão de Constituição e Justiça. Nessa mudança, uma me chamou atenção. A Casa só tinha uma sessão por mês. Na última sexta-feira, às 16 horas. Pois isso irá mudar, chegando a NO MÁXIMO quatro por mês e nas quartas-feiras, às 19 horas. Não é o MÁXIMO? Sem comentários.

Aos pouco descobri outros parentescos. O vice-prefeito, que por sinal é funcionário do Walfredo Gurgel e sócio do Sindsaúde, estava presente na sessão, onde foi acompanhar sua esposa, que é vereadora na cidade. Um dos vereadores da oposição é soldado da polícia militar. Por ironia foi à sessão com a viatura de trabalho. Uma moto da Rocam que ficou todo o tempo estacionada na porta da Câmara.

Enfim, houve outros momentos engraçados como quando um vereador que foi defender um requerimento dizendo que ele deveria ser aprovado por ser muito bom, à La Lady Kate. Mas isso dá pano pra outra história que depois eu conto. Até porque a volta pra casa foi outra aventura....

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ANSELMO, O DETALHE DA GUERRA



Numa guerra, a vitória nem sempre está na contagem final dos mortos e feridos. A mesma coisa é numa partida de futebol: nem sempre vai estampada no placar. Às vezes você não vê, mas com certeza sente. Um drible, um lançamento perfeito, um lance qualquer que saia do trivial pode valer o ingresso no campo ou todas as cervejas geladas consumidas no buteco que você escolheu para ver a partida. Se a vitória vier nos números melhor ainda, mas é o que menos importa. Um exemplo fundamental disso tudo é aquele drible antológico do Pelé no goleiro uruguaio pela semifinal da Copa de 70. Não foi gol. Graças aos deuses da bola. Se o Pelé mete aquela bola pra dentro o mundo, hoje, falaria de um golaço e, por isso, tiraria o brilho de um drible simplesmente fantástico. E mais: era o reencontro das duas seleções depois do famoso Maracanazo, em 1950. Os 3 a 1 do placar eram insignificantes perto da monumental jogada do rei Pelé.

No ano 2000, no bi campeonato conquistado pelo Flamengo sobre o Vasco, os cruzmaltinos venceram a taça Guanabara. E de forma humilhante aplicaram um sonoro 5 a 1. No final da partida, Pedrinho, em início de carreira, resolveu fazer graça. Sozinho, sem marcação, levantou a bola e começou a fazer embaixadinhas. A provocação, claro, revoltou os rubro-negros, que partiram para cima do cara. Beto, que mais tarde receberia da própria nação rubro-negra a alcunha de Beto Cachaça por conta da freqüência com que era visto acompanhado da marvada, foi um dos jogadores que precisou ser contido na confusão. Veio o segundo turno, o Flamengo se arrumou, levou a Taça Rio e chegou para a final como coadjuvante. A vingança veio, pois, em doses homeopáticas, e fomos bi campeões cariocas. Na soma dos placares dos dois jogos da final deu Flamengo 5 a 1 (3 a 0 no primeiro, e 2 a 1 no segundo). Mas havia um detalhe: a fatura não estava paga no placar eletrônico. Aos 38 do segundo tempo, sozinho e sem marcação, Beto, aquele mesmo da confusão com o Pedrinho, ergueu a pelota com o pé direito e, com a mesma moeda, devolveu as embaixadinhas para o êxtase e o delírio de milhões de rubro-negros.

Por fim, só para fechar nos três exemplos em homenagem ao tricampeonato que virá lembrei essa semana, vendo o jogo do Palmeiras com o Santos, de uma história incrível que aconteceu na final da Libertadores de 1981, conquistada pelo Flamengo. Naquela época, se as duas partidas da final terminassem empatadas, a nêga vinha no terceiro jogo, marcado em campo neutro. Pois Flamengo e Cobreloa, do Chile, venceram uma partida cada (2 a 1 e 1 a 0). E um terceiro jogo foi marcado para o estádio Centenário, em Montevidéo, no Uruguai. No entanto, além do título, havia outra conta a acertar entre as duas equipes.

Isso porque no jogo da volta, no Chile, o Flamengo foi literalmente caçado em campo. O Cobreloa tinha um zagueiro chamado Mário Soto que jogou toda a partida com uma pedra na mão para acertar os jogadores rubro-negros. Vários atletas voltaram com o rosto riscado para o Brasil. Mas a terceira partida decidiria, enfim, quem levaria o caneco para casa. A vitória veio tranqüila com dois gols do Galinho Zico. Estava liquidada a futura? Ainda não. Faltava um pequeno detalhe. No final da partida, o técnico Paulo César Carpeggiane chama o Anselmo, atacante grande e forte que estava no banco, e lhe dá uma única ordem: pega o Soto.

Nenhum jogador de futebol cumpriu tão bem uma missão em campo como Anselmo naquela partida. Andando, o negão foi ao encontro de Mário Soto e sem dizer uma única palavra aplicou-lhe um murro no meio da fuça. Também sem qualquer outra pretensão na partida, o atacante rubro-negro se dirigiu para fora do campo e nem esperou o cartão vermelho. Confusão instalada, o nosso grande ídolo vingador Anselmo ainda conseguiu a expulsão de outros dois chilenos. Como disse o Ruy Castro, no livro “O Vermelho e o negro – pequena grande história do Flamengo”, foram os melhores 30 segundos de um jogador pelo Flamengo. Desde que ouvi essa história da boca do meu pai, que sempre faz o relato com os olhos brilhando de felicidade, descobri que a vitória é apenas um detalhe numa guerra. Uma guerra que, só o futebol, é capaz de transformar num final feliz. Rubro-negro, é claro.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

TVU ESPORTES: A ÚLTIMA CRÔNICA DE UM REPÓRTER APAIXONADO

Outro dia entrei numa loja da Cidade Alta para comprar um sapato. Olha daqui, escolhe dali, pedi ao funcionário da casa, enfim, o modelo que mais me agradou. Pedido feito, o cara abriu um sorriso e se mandou para pegar no depósito. Dois minutos depois, volta com três modelos diferentes. Calço com o cara me olhando como se já me conhecesse de algum lugar. Decidi levar dois. E o cara me olhando. Na hora de pagar, constrangido, o funcionário resolveu abrir o jogo:

- Você é jornalista?
- Sou.
- Você fazia um programa de esportes na televisão...
- Fazia. O TVU Esportes. Mas saí em 2005, quando me formei. Era um estágio, tive que ir embora.
- Era muito bom. Faz tempo que não vejo o programa, mas acompanhava toda segunda-feira.

Despedi-me do rapaz depois de lhe dar a mesma notícia triste que sou obrigado a confirmar às pessoas que, depois de cinco anos, ainda me abordam na rua para lembrar do saudoso TVU Esportes, programa comandado pelos dois maiores professores de jornalismo que tive na UFRN: Lupércio Luiz e Fernando Amaral. Sem precisar sentar a bunda nas cadeiras da academia, a dupla ensinou muito mais que jornalismo aos estagiários que passaram pelo programa. E não foram poucos ao longo de mais de dez anos de programa.

Prova do sucesso é que de resposta, quando digo que o programa foi extinto da grade da TVU em 2008 sem qualquer satisfação aos milhares de trabalhadores, desempregados, estudantes e aposentados que aguardavam o ponteiro do relógio bater na casa das 19h para acompanhar a mesa redonda religiosamente às segundas-feiras, recebo sempre um sentimento de frustração, decepção, tristeza.

A mediocridade da atual direção da TV Universitária é digna de piedade. Talvez a extinção do TVU Esportes da forma autoritária e desrespeitosa pela atual superintendência explique a importância que a UFRN, ainda mais separada da cidade agora que o reitor decidiu cercar toda a área da universidade, dá ao telespectador comum. Para a academia, o esporte não tem relação alguma com a cultura brasileira. Para essa turma de doutores, o jornalismo esportivo ainda é coisa de palpiteiro.

Entre os programas criados pela Universitária nos últimos anos nenhum deu mais liberdade aos estudantes de jornalismo que o TVU Esportes. Lembro do dia em que propus a Fernando e Lupércio um quadro que fez muito sucesso durante 1 ano e pouco. Era a “Crônica da Semana”, no qual escrevia e lia um texto sobre um fato pitoresco do nosso tão combalido futebol potiguar. A lista de causos absurdos era imensa, o que deu muito pano para manga naqueles tempos. Recebia sugestões, o pessoal comentava na rua. Isso sem falar nas reportagens produzidas e criadas sem censuras. Uma vez, antes do programa ir ao ar, Carlos Henrique, um colega estagiário com quem trabalhei e que, apesar de bancário, ainda hoje se dedica à pesquisa sobre futebol, disse a Fernando que desde pequeno tinha o sonho de trabalhar num programa de esportes na televisão. Um sonho, portanto, realizado.

Um tempo depois que me formei e deixei a UFRN para seguir carreira no Diário de Natal, Lupércio deixou o programa e assumiu a secretaria de esportes em Mossoró. Aí a coisa começou a desandar. Fernando Amaral, que deveria assumir, por justiça, a cabeça da mesa, viu o espaço ser preenchido por um professor que, se Nelson Rodrigues fosse vivo, chamaria de idiota da objetividade. Um cara que ignora a fantasia do torcedor que ouve os jogos com o ouvido grudado num radinho de pilha caindo aos pedaços, para dar vazão aos replays e vídeo - tapes. O programa virou uma sucessão enfadonha de análises numéricas e teóricas e, a partir dali, acabou perdendo a espontaneidade que sempre cativou o torcedor.

Faz tempo que não sou mais estagiário. Me formei jornalista e, talvez por isso, sinto uma saudade absurda dos colegas, dos amigos, da equipe, dos programas, das crônicas, das matérias, das gafes (sim, foram muitas), do contato com o torcedor, das análises que meu pai fazia cada vez que me via na televisão, dos desaforos que ouvia na rua quando criticava ABC ou o América... por isso, prefiro achar que o jogo foi interrompido por conta de uma chuva forte inesperada, mas daqui a pouco o juiz vai mandar o time voltar a campo para seguir o jogo.

No dia em que decidi comprar os sapatos saí da loja carregando, além da compra, uma ruma de lembranças do programa que elevava, há mais de 10 anos, a audiência da TV Universitária. O vendedor nem desconfia, mas foi ali que lembrei também que o campeonato potiguar 2009 marca o primeiro ano do desaparecimento do TVU Esporte da telinha potiguar. De uns tempos para cá apareceram várias mesas-redondas em canais de TV aberta e fechada do RN. Embora não acompanhe nenhuma delas, acredito que todas tenham um pouquinho do pioneirismo do TVU Esporte. Enquanto a direção da TVU não muda sua mentalidade tacanha, os fãs do bom e velho TV Esportes matam a saudade com as lembranças. No meu caso, que acompanhei de perto parte da trajetória do programa, só preciso dar a sorte de comprar um par de sapatos na loja certa.