quarta-feira, 21 de abril de 2010

50 ANOS



Já disse há muita gente que no dia em que eu chegar aos 50 anos gostaria de poder dizer tudo aquilo que Aldir Blanc e Cristovam Bastos falaram no antológico samba "50 anos" (a gravação de Paulinho da Viola é simplesmente sensacional). Os versos "Perdoo a todos, não peço desculpas / Foi isso o que eu quis viver" estará, saibam de antemão, gravado em meu epitáfio no dia em que chegar a hora.

E é assim, definitiva, a homenagem que presto a minha amada Brasília. Uma cidade diferente onde se vive, se morre, se bebe, se come, se rouba, se paga, se perde e se ganha. São 50 anos de muitas estórias. É hora, pois, de prestar conta.

50 ANOS

Eu vim aqui prestar contas
De poucos acertos
De erros sem fim
Eu tropecei tanto as tontas
Que acabei chegando no fundo de mim
O filme da vida não quer despedida
E me indica: ache a saída
E pede socorro onde a lua
Que encanta o alto do morro
Que gane que nem cachorro
Correndo atrás do momento que foi vivido
Venha de onde vier
Ninguém lembra porque quer
Eu beijo na boca de hoje
As lágrimas de outra mulher
Cinquenta anos são bodas de sangue
Casei com a inconstância e o prazer
Perdôo a todos, não peço desculpas
Foi isso que eu quis viver
Acolho o futuro de braços abertos
Citando Cartola:
- Eu fiz o que pude
Aos cinquenta anos
Insisto na juventude

Um comentário:

Anônimo disse...

Bravo Bravo...aplausos!