sábado, 7 de fevereiro de 2009

O NEGÃO LADRÃO DE CHAPÉU



As noites de sexta-feira nunca mais foram as mesmas depois de devidamente consolidada a roda de samba do Arquivo Vivo na Travessa do Samba, ali em frente ao Bar de Fátima, na Cidade Alta. A quantidade de bebuns, poetas e malucos que vêm dando o ar da graça por ali não me deixa mentir.

A última pérola foi dita em alto e bom som na última sexta por um desses doidos que fazem questão de aparecer. Lá pelas tantas, depois de encher o saco de meio mundo de gente que ouvia e curtia a roda tranqüilo e numa boa, o nobre rapaz maltrapilho e alcoolizado pede a vez para incluir um samba no repertório do Arquivo. E sem o menor pudor ou vergonha, canta, com a voz denunciando um estado de loucura e embriaguez ao mesmo tempo, o seguinte verso:

- “Cadê o negão que roubou meu chapéu...”

Ainda bem, meus amigos, que o rapaz não arriscou o segundo verso. Alcione, certamente, ficaria uma fera se tivesse a certeza que o negão de tirar o chapéu que lhe despertou, um dia, os desejos mais primitivos, fosse o safado do ladrão que o bebum, numa noite de porre, acusou em plena sexta-feira de samba.

2 comentários:

Ana Paula Costa disse...

O bebun ficou sem o chapéu e ainda queimou a roela que levou uma garrafada de Fátima... (faz favor de tirar essa foto...).

Armando Miranda disse...

Sempre defendo os bebusn, mas pra esse não dá pra tirar o chapéu!!!kkkkk