Alto lá! O título não faz referência alguma ao vice de Serra. Aqui o papo é sério, não é a esculhambação do PSDB. Falo do papudinho mais sem-futuro (dizem as más línguas que é tão sem futuro que está por meia cirrose) da república anárquica do Beco da Lama.
Índio, assim sem sobrenome, tem a mania de hibernar após um porre. Chega a sumir durante uma semana. Ninguém sabe se passando o tempo dormindo o sono dos lisos ou com ressaca moral mesmo. Ontem à tarde, próximo ao bar do Chico, encontrei Índio cambaleante, procurando um rumo.
Remela na cara, cara de sono. Com uma guimba de cigarro apagada no canto da boca, pediu um isqueiro. Disse que não fumava e perguntei de onde vinha:
- Hômi, tomei umas cachaça no primeiro tempo do jogo contra a Holanda no telão da prefeitura que nem vi o resto da partida. Acordei inda agora...
Índio estava em transe. Achava, pelo que rolou na primeira etapa do jogo de sexta-feira, que nem o Mick Jagger era capaz de fazer o Brasil perder aquela barbada. Imaginando mais um feriado nesta terça-feira, perguntou meu palpite para o jogo:
- Rapaz, vai ser duro. Mas sou Uruguai desde pequeno.
Índio me olhou como quem não acreditava. Estrebuchou um palavrão, me chamou de antipatriota e todas aquelas merdas que aprendeu com o Dunga e foi andando. Quando ia virar a esquina, ainda gritou:
- Hômi, pare de beber... assim você endoida. Uruguai é a porra! É Brasil na cabeça. E com um gol de carrinho do Felipe Melo que é pra tu ficar mais puto ainda...
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