O casal Lívia Aires e Marcos Souto, do Arquivo Vivo, representa em Natal uma empresa especializada na confecção de camisas com estampas ligadas ao mundo do samba. Isso significa que além de levar os bambas no coração, você também pode estampá-los no peito. Cartola, Candeia, Adoniran Barbosa entre outras estampas já estão disponíveis. Até a imagem de São Jorge entra na parada. A dupla já pediu uma remessa e em 10 dias as camisas estão na área. Cada uma sai por 45 pilas. Os tamanhos também são variados. Para mais informações entre em contato:
Lívia Aires - 9104-4141
Marcos Souto - 9133-8582 / 8723-8582
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Teresina de Khrystal
Só falta Teresina. Mas quando dezembro chegar essa falta ela não leva mais. No final de novembro, Khrystal leva o show ‘Coisa de Preto’ à única capital nordestina que ainda não viu in loco seu talento. A apresentação será na casa Rock Cordel, dentro da programação do BNB Cultural. Com a pegada rock de sempre, Khrystal vai de coco, mala e cuia ao Piauí. Leva a banda e o carinho dos fãs da terra de Chico Antônio, o embolador de Pedro Velho que, entre outros tantos nomes da música popular brasileira, Krhystal homenageia no disco homônimo ao show.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Um pecado capital a menos
De saudade, por enquanto, os frequentadores do bar de Nazaré não morrerão. A boa notícia é que a reforma do buteco foi adiada por tempo indeterminado. Segundo Paulinho, o herdeiro de Nazaré, o sujeito que ficou responsável pelas obras cobrou um tanto a mais do que havia sido combinado e o negócio foi desfeito.
Daqui do Meio da Rua fico imaginando a cara da proprietária do estabelecimento quando o cabra responsável pela reforma disse o novo preço. As obras incluiriam a construção de um banheiro feminino ao lado do masculino, pintura geral das paredes e aqueles consertos na estrutura do botequim que tanto atormentavam os donos.
A reforma, segundo me garantiu a mãe do Paulinho há uns dias, nada tinha a ver com pressões externas relacionadas ao recente fechamento do bar da Meladinha pela Semurb. Era simplesmente pela necessidade de ajeitar o que estava errado e dar mais conforto à assistência. Agora, terá que ser adiada por falta de grana.
Segundo Paulinho me disse por telefone, é possível que Nazaré faça aos poucos, por etapas. Melhor que seja sem a dor de ver o portão de ferro cerrado. Assim, continua como dantes. A maçonaria segue limitando o fechamento do buteco às 20h e o samba continua comendo solto às quintas-feiras. E ninguém morre de saudade.
Daqui do Meio da Rua fico imaginando a cara da proprietária do estabelecimento quando o cabra responsável pela reforma disse o novo preço. As obras incluiriam a construção de um banheiro feminino ao lado do masculino, pintura geral das paredes e aqueles consertos na estrutura do botequim que tanto atormentavam os donos.
A reforma, segundo me garantiu a mãe do Paulinho há uns dias, nada tinha a ver com pressões externas relacionadas ao recente fechamento do bar da Meladinha pela Semurb. Era simplesmente pela necessidade de ajeitar o que estava errado e dar mais conforto à assistência. Agora, terá que ser adiada por falta de grana.
Segundo Paulinho me disse por telefone, é possível que Nazaré faça aos poucos, por etapas. Melhor que seja sem a dor de ver o portão de ferro cerrado. Assim, continua como dantes. A maçonaria segue limitando o fechamento do buteco às 20h e o samba continua comendo solto às quintas-feiras. E ninguém morre de saudade.
Arena das Dunas já está R$ 150 milhões mais cara
Agora há pouco, em meio às obras de terraplanagem da Arena das Dunas, o secretário estadual da Copa, Demétrio Torres, informou que o custo do 'negócio Arena das Dunas' para o Rio Grande do Norte já está em R$ 550 milhões. Ainda assim, na conta do titular da Secopa, o valor do estádio continua estacionado nos R$ 400 milhões. A diferença é que, para ele, 'negócio' e 'valor da obra' não são a mesma coisa.
Sexta-feira passada, o BNDES autorizou o financiamento de R$ 396,6 milhões para a construção da Arena. Logo, como o órgão federal só financia até 75% do valor pedido, o custo final do estádio é maior que os R$ 400 milhões. Até porque o que se sabia, até o momento, é que o BNDES financiaria a 'obra' e não o 'negócio'.
Para justificar o aumento de R$ 150 milhões no valor da Arena das Dunas, Demétrio Torres voltou à recorrer à velha comparação da compra de um carro financiado. Ele afirma que quando se compra um veículo a prestação, no final o preço pago pelo consumidor é maior.
Mais uma vez, o secretário fala o óbvio. Torres acabaria de vez com as perguntas incômodas que ouve em toda entrevista coletiva se assumisse o valor da Arena das Dunas como ele realmente é, ou seja, que ao final dos 20 anos de concessão, o estádio vai custar, aos cofres públicos, cerca de R$ 1,3 bilhão. E não se fala mais nisso. Ou fala?
Sexta-feira passada, o BNDES autorizou o financiamento de R$ 396,6 milhões para a construção da Arena. Logo, como o órgão federal só financia até 75% do valor pedido, o custo final do estádio é maior que os R$ 400 milhões. Até porque o que se sabia, até o momento, é que o BNDES financiaria a 'obra' e não o 'negócio'.
Para justificar o aumento de R$ 150 milhões no valor da Arena das Dunas, Demétrio Torres voltou à recorrer à velha comparação da compra de um carro financiado. Ele afirma que quando se compra um veículo a prestação, no final o preço pago pelo consumidor é maior.
Mais uma vez, o secretário fala o óbvio. Torres acabaria de vez com as perguntas incômodas que ouve em toda entrevista coletiva se assumisse o valor da Arena das Dunas como ele realmente é, ou seja, que ao final dos 20 anos de concessão, o estádio vai custar, aos cofres públicos, cerca de R$ 1,3 bilhão. E não se fala mais nisso. Ou fala?
Driblei um defunto e caí num buraco
Conhecido pela atuação humanitária em favor dos pobres e, principalmente, dos perseguidos políticos na época da ditadura militar, o arcebispo de Olinda Dom Helder Câmara morreu em 1999. Quando iniciei no jornalismo, dia 5 de agosto de 2004, conhecia pouco da biografia do santo padre pernambucano, mas o suficiente para saber que ele não estava mais entre nós. O problema é que, numa redação de jornal, não existe verdade absoluta. Ainda mais quando se está começando. E principalmente quando é o seu primeiro dia como estagiário num jornal da dita grande imprensa potiguar, no caso o Diário de Natal. Logo, qual não foi minha surpresa quando o chefe de reportagem do DN na época, Marcos Ramos, iniciou o seguinte diálogo:
- Você é católico?
Sou, mas não pratico.
- Ah, pelo menos você não é crente. Acho que você é o repórter ideal.
Para quê?, respondi já imaginando que faria a matéria do ano no primeiro dia de trabalho.
- Amanhã você vai entrevistar Dom Helder Câmara.
Aquilo, para mim, caiu como uma bomba. Mas fui em frente sem entender.
- Como?, questionei num misto de incerteza e espanto.
Dom Helder Câmara, o arcebispo, não conhece?
- Conheço.
Então depois procure a biografia dele na internet para você saber quem é. Temos que checar a hora que ele chega.
A essa altura eu já duvidava de tudo o que eu tinha aprendido na faculdade de jornalismo e, principalmente, já dava o velho quase como ressuscitado.
Respirei fundo e imaginei, óbvio, que se tratava de alguma pegadinha do chefe com o estagiário, daquelas que a gente conhece só das histórias contadas por jornalistas mais velhos. Estava na cara: o chefe de reportagem queria me sacanear. Enquanto eu estivesse lendo a biografia resumida de Dom Helder Câmara na internet ele estaria se mijando de tanto rir do trote em cima do otário aqui.
(Aqui, uma pausa. Quando entrei no jornal, a redação do Diário era escura, os móveis antigos e os computadores, provavelmente, eram os primeiros da era pós-maquina de escrever).
Vamos em frente. Vendo Marcos Ramos de um lado para o outro da redação, resolvi abordá-lo novamente. Fingi que esqueci o nome do entrevistado e retomei diálogo:
- Marcos, qual é o nome do arcebispo que eu vou entrevistar, mesmo?
- Dom Helder Câmara, ele repetiu para o meu desespero.
Continuei suando frio:
- Você tem certeza que é Dom Helder Câmara?
A essa altura do campeonato eu já estava com medo de dizer que o velho tinha morrido e ouvir que eu não sabia de nada e, por isso, não serviria para trabalhar em redação. Até que, sabe-se lá como e por onde, entrou um pouco de luz na redação do velho DN e a polêmica acabou quando Marcos Ramos arrancou a pauta da minha mão.
- Peraí, Helder Câmara não! Você vai entrevistar o Dom Eugênio Sales, porra! É o arcebisto de Natal, que está vindo do Rio de Janeiro. Dom Helder Câmara já morreu, cara!
Ele disse tudo isso rindo como se eu não soubesse do acontecido. Me deu dois tapinhas nos ombros antes de dizer que meu expediente já havia terminado.
Respirei aliviado, tomei três Brahmas no bar do Lourival, e fui para casa vasculhar a vida de Dom Eugênio Sales na internet. Voltei no dia seguinte afiado e empolgado com a entrevista. Minha alegria acabou quando recebi a pauta. A entrevista havia sido repassada para a repórter Flávia Urbano, na época repórter de Cidades. Para mim, sobrou uma grande notícia: continuar, por telefone, a matéria da minha amiga Sheyla Azevedo que participou, no dia anterior, das comemorações pelo aniversário de 1 ano de um buraco aberto próximo a praça do Relógio, no Alecrim.
Para quem ia entrevistar um defunto, cair num buraco foi um grande começo.
- Você é católico?
Sou, mas não pratico.
- Ah, pelo menos você não é crente. Acho que você é o repórter ideal.
Para quê?, respondi já imaginando que faria a matéria do ano no primeiro dia de trabalho.
- Amanhã você vai entrevistar Dom Helder Câmara.
Aquilo, para mim, caiu como uma bomba. Mas fui em frente sem entender.
- Como?, questionei num misto de incerteza e espanto.
Dom Helder Câmara, o arcebispo, não conhece?
- Conheço.
Então depois procure a biografia dele na internet para você saber quem é. Temos que checar a hora que ele chega.
A essa altura eu já duvidava de tudo o que eu tinha aprendido na faculdade de jornalismo e, principalmente, já dava o velho quase como ressuscitado.
Respirei fundo e imaginei, óbvio, que se tratava de alguma pegadinha do chefe com o estagiário, daquelas que a gente conhece só das histórias contadas por jornalistas mais velhos. Estava na cara: o chefe de reportagem queria me sacanear. Enquanto eu estivesse lendo a biografia resumida de Dom Helder Câmara na internet ele estaria se mijando de tanto rir do trote em cima do otário aqui.
(Aqui, uma pausa. Quando entrei no jornal, a redação do Diário era escura, os móveis antigos e os computadores, provavelmente, eram os primeiros da era pós-maquina de escrever).
Vamos em frente. Vendo Marcos Ramos de um lado para o outro da redação, resolvi abordá-lo novamente. Fingi que esqueci o nome do entrevistado e retomei diálogo:
- Marcos, qual é o nome do arcebispo que eu vou entrevistar, mesmo?
- Dom Helder Câmara, ele repetiu para o meu desespero.
Continuei suando frio:
- Você tem certeza que é Dom Helder Câmara?
A essa altura do campeonato eu já estava com medo de dizer que o velho tinha morrido e ouvir que eu não sabia de nada e, por isso, não serviria para trabalhar em redação. Até que, sabe-se lá como e por onde, entrou um pouco de luz na redação do velho DN e a polêmica acabou quando Marcos Ramos arrancou a pauta da minha mão.
- Peraí, Helder Câmara não! Você vai entrevistar o Dom Eugênio Sales, porra! É o arcebisto de Natal, que está vindo do Rio de Janeiro. Dom Helder Câmara já morreu, cara!
Ele disse tudo isso rindo como se eu não soubesse do acontecido. Me deu dois tapinhas nos ombros antes de dizer que meu expediente já havia terminado.
Respirei aliviado, tomei três Brahmas no bar do Lourival, e fui para casa vasculhar a vida de Dom Eugênio Sales na internet. Voltei no dia seguinte afiado e empolgado com a entrevista. Minha alegria acabou quando recebi a pauta. A entrevista havia sido repassada para a repórter Flávia Urbano, na época repórter de Cidades. Para mim, sobrou uma grande notícia: continuar, por telefone, a matéria da minha amiga Sheyla Azevedo que participou, no dia anterior, das comemorações pelo aniversário de 1 ano de um buraco aberto próximo a praça do Relógio, no Alecrim.
Para quem ia entrevistar um defunto, cair num buraco foi um grande começo.
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